Balanço Fundos Comunitários Portugal2020 – Parte II

Balanço Fundos Comunitários Portugal2020 – Parte II
 

Continuação da entrevista a José Villa Cardodo, CEO da ADSO sobre a evolução do Portugal2020 até ao momento

PARTE I – VER AQUI

 

08 :: QUAIS SÃO AS NECESSIDADES PRINCIPAIS DAS EMPRESAS QUE O CONTACTAM?

JVC :: As empresas que me contactam precisam genericamente de melhorar a sua performance e as intervenções que são feitas (em termos de projetos / consultoria / comunicação) são abrangentes. Isto é, pretende-se melhorar globalmente a empresas nas várias áreas estratégicas.

Se a empresa adota uma melhor promoção significa que terá mais contactos por parte do mercado e terá que melhorar a sua gestão interna, força de vendas, relação comercial e, concomitantemente, melhorar a produção. Isto é o que se chama o Butterfly Effect (Efeito Borboleta) onde um pequeno bater de asas numa área vai gerar um turbilhão na outra ponta do negócio.

De qualquer das formas destaco como muito relevantes as áreas da organização, gestão, área produtiva, comercial e comunicação.

 

09 :: MUITAS EMPRESAS ESTÃO A APOSTAR NA INOVAÇÃO PRODUTIVA, NO MARKETING E NO COMÉRCIO INTERNACIONAL. PARA CADA UMA DESTAS ÁREAS, QUAL É QUE TÊM SIDO OS MAIORES DESAFIOS?

JVC :: Como dizia na questão anterior, é importante trabalhar todas as áreas e ir melhorando gradualmente a performance em cada uma.

Em termos de inovação produtiva é relevante que todas as empresas tenham uma política constante de investigação, desenvolvimento e inovação de produtos e serviços de forma a que, pelo menos todos os anos, possam apresentar algo diferenciador.

No marketing a aposta continua a ser na criação de marcas fortes, na sua comunicação efetiva e eficaz, e no trabalho diário em termos de marketing digital e na presença séria (e a sério) nos vários marketplaces.

Ao nível do comércio internacional, temos desafios muito distintos, dependendo do tipo de mercados de que estamos a falar. Por um lado existem países onde a aposta deve ser principalmente ao nível dos marketplaces e da comunicação digital. Por outro lado, há também os mercado onde é fundamental adotar uma presença efetiva nos países e onde a forma de comercializar obedece a uma cadeia de valor e onde a aposta passa muito pelo contato comercial e pela presença regular e direta no mercado.

 

10 :: VAMOS ENTRAR AGORA NUMA NOVA FASE PARA NOVAS CANDIDATURAS. QUE CONSELHOS É QUE DÁ AOS EMPRESÁRIOS? COMO DEVEM PROCEDER?

JVC :: Os conselhos que se podem dar às empresas e empresários nesta nova fase de candidaturas é que se preparem atempadamente para avançar.

Quando as candidaturas são abertas, o tempo para se apresentar um projeto de investimento é reduzido e há muito trabalho a fazer-se pelo que quem tiver algum trabalho já feito sai claramente beneficiado.

Para além disso, a ordem de entrada das candidaturas também pode ser um fator determinante. Resumindo, o ideal é preparar já o máximo de trabalho para a candidatura.

 

11 :: EXISTEM JÁ EMPRESAS COM PROJETOS APROVADOS. QUAL DEVE SER O FOCO DOS EMPRESÁRIOS NESTE MOMENTO?

JVC :: Quem já tem projetos aprovados deve procurar implementá-los da melhor maneira, sendo que as condições macroeconómicas não são as melhores, pelo que deve haver todo o cuidado na implementação dos projetos.

Um erro clássico das empresas é terem projetos aprovados e, muitas vezes não terem rigor e critério na sua implementação como se os investimentos fossem meros pró-formas.

 

12 :: COMO AVALIA A SITUAÇÃO DA ECONOMIA NACIONAL? QUE ANÁLISE FAZ DO MERCADO? E A NÍVEL INTERNACIONAL?

JVC :: A economia nacional está num ponto em que, achando que não vai piorar, também não vejo grandes perspetivas de melhoria. Até mesmo porque, a nível internacional não me parece que isso vá acontecer e nós, como um país de economia aberta, estamos condicionados pela evolução internacional.

 

13 :: TRABALHA NO PAÍS INTEIRO E PARTICULARMENTE NA REGIÃO NORTE. COMO CARACTERIZA O ESPÍRITO EMPRESARIAL?

JVC :: Os empresários e empresas a nível nacional são, sobretudo no Norte, verdadeiros casos de estudo. Somos extraordinários porque conseguimos aguentar-nos e ter sucesso apenas com um ou 2 fatores estratégicos, nomeadamente aquilo que eu acho mais impressionante: a capacidade comercial das empresas e a flexibilidade e adaptabilidade que têm no serviço ao cliente.

Quando os empresários conseguem juntar a isto uma boa gestão, comunicação e promoção, então aí o sucesso é bastante grande como felizmente existem vários exemplos de empresas bem-sucedidas a nível mundial. Sabendo nós que partimos muitas vezes em situação desfavorável pois temos um mercado interno pequeno, um país em crise e com baixo poder de compra, com impostos e custos fixos muito elevados e onde os apoios à atividade económica são muito inferiores aos que existem noutros países.

Por isso é que é muito importante aproveitar o Portugal2020.

 

 

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